O calendário especial da sua empresa: por que gerenciar custos significa gerenciar o tempo.
Publicado em:
23 de dezembro de 2025
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O calendário especial da sua empresa: por que gerenciar custos é gerenciar o tempo.
O erro cometido pelas empresas que acreditam que sempre haverá tempoNo início deste ano, eu lhes contei que não tenho um calendário comum na minha geladeira — tenho um memento mori.
É um calendário que não diz que dia é hoje. Ele nos lembra de algo muito mais incômodo: que nosso tempo é finito.
A cada semana que passa, você risca-a da lista. E não risca “o que você já viveu”, mas o que nunca mais voltará.
O calendário calcula o tempo teórico que ainda lhe resta, com base no fato de que a expectativa média de vida é de cerca de 85 anos. É simples. Visual. Incomodador.
E, sem eu perceber, isso me ensinou muito sobre gestão de custos empresariais
Quanto tempo você ainda tem?
Na terceira semana que marquei como concluída, percebi algo que parece bobo, mas não é.
Não foi um “como está indo o seu ano?”.
Era uma pergunta do tipo “quanto tempo você ainda tem?”.
Quanto tempo ainda te resta para aproveitar a vida ao máximo?
E o engraçado é que eu não me senti ansioso.
Senti uma clareza que não esperava.
Porque quando você percebe que a vida não é infinita, passa a tomar decisões diferentes.
Foi exatamente nesse momento que percebi que isso pode ser aplicado às empresas.
Porque, se há uma coisa que as pessoas e as empresas têm em comum, é esta:
Uma má gestão do tempo sempre acarreta um custo elevado.
E não estou falando apenas do tempo que marca o relógio.
Estou falando de tempo financeiro, operacional e estratégico.
Aquele que muitas empresas continuam a tratar como se fosse infinito…
até chegar dezembro e eles descobrirem que não era assim.
A metáfora que o memento mori oferece a qualquer empresa
Se você parar para pensar, sua empresa também tem seu próprio calendário silencioso.
Semanas em que cresce.
Semanas em que se mantém estável.
E semanas em que apenas sobrevive, em vez de avançar.
Mas, acima de tudo, há algo que quase nunca é levado em conta: um prazo curto para reagir.
Quando os custos aumentam.
Quando a demanda muda.
Quando a cadeia de abastecimento fica paralisada.
Esse prazo para reagir é algo que muitos líderes dos setores de varejo e atacado já reconhecem como o maior obstáculo para alcançar suas metas nos próximos meses.
Em outras palavras: o tempo de reação é limitado, e você precisa saber como aproveitá-lo bem.
No entanto, muitas empresas agem como se tivessem anos de estabilidade garantida pela frente.
O memento mori, sem querer, levanta uma questão que toda empresa deveria ter em mente na sala da diretoria:
Por quanto tempo você ainda pode continuar gerenciando seus custos da mesma forma que tem feito?
O tempo não é estático, e sua empresa também não.
Quando se lê análises de especialistas sobre otimização de custos, uma ideia vem surgindo com frequência este ano — e certamente lhe parecerá familiar.
Embora 2025 tenha sido um ano de crescimento para muitas empresas, também foi marcado por atritos significativos.
Os líderes financeiros estão dizendo, quase em uníssono, coisas como estas:
que a cadeia de abastecimento e a disponibilidade de pessoal qualificado têm sido os principais obstáculos em 2025 e continuarão a sê-lo em 2026;
que os custos com materiais e logística foram os golpes mais duros e inesperados do ano passado;
e que, mesmo em cenários de crescimento, a rentabilidade no curto prazo é agora a principal preocupação, enquanto a tecnologia e a sustentabilidade começam a dominar a agenda estratégica.
Se pensarmos bem, isso é exatamente um memento mori empresarial:
Um lembrete de que o tempo segue em ciclos e que cada ciclo exige uma resposta diferente.
Não se pode esperar até que surja um problema para reagir.
Quando isso acontecer, você já estará contando as semanas que faltam.
O dia em que percebi que o memento mori era um sistema de gestão
O dia em que compreendi o verdadeiro valor do memento mori foi quando deixei de vê-lo como um lembrete existencial e passei a vê-lo como um sistema de gestão.
Não como algo dramático. Mas como uma forma de tomar melhores decisões.
No contexto empresarial, a lógica é simples: se você partir do princípio de que o tempo de reação é limitado, deixa de adiar decisões difíceis.
É por isso que, seguindo essa filosofia, há três perguntas que qualquer equipe de gestão deve se fazer:
Que decisão importante ainda estou adiando porque “ainda dá tempo”?
Muitas vezes, não se trata de falta de informação. Trata-se de um excesso de complacência.
O que é que eu ainda estou segurando que já não faz mais sentido segurar?
Contratos, processos ou estruturas que são mantidos por inércia, e não por causa de seu valor.
O que está me custando mais do que realmente me traz?
E não apenas em termos de euros, mas também em termos de foco, energia e margem de manobra.
Por que tudo isso é importante neste momento?
Porque hoje sabemos várias coisas com bastante clareza:
40% das empresas priorizaram a otimização de custos como um dos seus três pilares estratégicos para 2025.
A maioria está se concentrando em melhorar o que já existe: cadeia de suprimentos, marketing, sustentabilidade, tecnologia e inteligência artificial.
E fazem isso porque essas iniciativas apresentam um claro retorno sobre o investimento, geralmente em um prazo de 12 a 18 meses.
A tendência mais forte é esta: modernizar para crescer.
Obter visibilidade do estoque.
Automatização de processos.
Reduzir os atritos que, atualmente, consomem tempo e margem sem que ninguém perceba.
No fundo, a otimização de custos não é uma obsessão financeira.
É uma maneira muito prática de gerenciar o tempo estrategicamente.
Exatamente como num memento mori.
Um dezembro diferente para a sua empresa.
Neste dia 23 de dezembro, não vou falar com vocês sobre resoluções.
Vamos ser sinceros: ninguém quer mais uma lista que vai cair no esquecimento já em fevereiro.
Mas gostaria de sugerir algo mais útil para você.
Antes do início do próximo ciclo operacional, crie sua própria versão de um memento mori empresarial.
Você não precisa pendurar um calendário gigante nem riscar as semanas (a menos que queira).
Basta fazer a si mesmo três perguntas, com calma e sem se iludir: 1. Qual área do seu negócio requer atenção imediata para proteger sua margem de lucro? Talvez seja a política de preços, a energia, o transporte ou qualquer custo estrutural que esteja atualmente pressionando a rentabilidade.
96% das empresas planejam ajustar os preços para manter as margens. A questão é se a sua empresa está preparada para fazer isso da maneira certa.
2. Que iniciativas você poderia financiar simplesmente otimizando o que já possui? Muitas equipes de gestão estão liberando capital ao ajustar contratos e cláusulas de indexação, automatizar tarefas repetitivas, reduzir o desperdício ou melhorar a visibilidade.
Não parece nada glamoroso.
Mas paga as contas e garante o futuro.
3. O que você está adiando que, se começasse agora, mudaria a saúde da sua empresa em 12 meses? Pois esse é o prazo realista que as empresas estão adotando: 12 a 18 meses para demonstrar impacto
A sua empresa também opera nesse período.
Não é um “um dia”.
O que aprendi este ano ao riscar itens da listaEmbora possa parecer o contrário, este ano não aprendi a ser mais produtivo.
Aprendi algo muito mais útil:
A importância de rever a situação antes que o processo se deteriore.
Quando você avalia o que tem, pode melhorá-lo.
E que as decisões que você adia são geralmente aquelas que acabam custando mais caro.
O "Memento mori" não nos ensina a temer o fim.
Isso ensina você a fazer algo útil com o presente.
E se 2026 nos trouxer alguma coisa, esperemos que seja clareza.
Mas crescer com margens mais saudáveis, estruturas mais ágeis e custos sob controle transforma a vida de uma empresa.
Se você quer começar o ano com menos confusão, mais foco e um plano realista para otimizar custos, vamos conversar.
E, caso contrário, espero que você tenha um ótimo fim de ano.
Obrigado por acompanhar minhas postagens mais um ano. Que 2026 traga clareza, em vez de pressa.
E, se não for o caso, que pelo menos este artigo ajude você a se decidir mais cedo.