O que aprendi ao mergulhar nas Maldivas sobre perceber o que realmente importa nos custos





Este foi um desses casos.
Fui às Maldivas há mais de vinte anos, no âmbito de uma campanha promocional de uma nova rota aérea, quando trabalhava numa agência de viagens.
Ficámos numa casa de campo simples à beira-mar, sem ar condicionado e com muito poucos luxos. Nada parecido com o que se vê nos folhetos turísticos das Maldivas de hoje em dia.
E talvez ainda não te tenha contado que, sempre que posso, quando o local o permite, faço mergulho. Foi o meu pai que me ensinou a mergulhar, e é algo que adoro fazer em qualquer destino que tenha mar.
Para mim, não se trata apenas de ver coisas bonitas. É uma forma de estar.
O som do mar lá dentro, as correntes, os peixes, os corais, aquela sensação de leveza. É uma forma de silenciar o ruído mental.
E, com o tempo, o mergulho ensina-nos algo muito importante: o que é essencial quase nunca está à vista.
O mesmo se aplica aos custos nas empresas.
O mesmo se aplica aos custos empresariais.
Se puder, dou um passeio pela floresta ou pela selva, escalo uma montanha,...
E, sempre, sempre, vou aos mercados e como onde os locais comem.
Não estou tanto interessado em restaurantes, mas sim em compreender como se desenrola a vida real.
E, além disso, como vos estou a dizer hoje, pratico mergulho.
Vistas de cima, as Maldivas já são espetaculares: águas turquesa, praias perfeitas, quase como um postal idílico.
Mas isso é apenas a ponta do iceberg.
O que não se vê é a parte mais impressionante.
E nessa viagem, houve um momento que ficou gravado na minha memória para sempre.
Sempre me interessei mais por compreender o que faz com que um lugar seja o que é do que pelo que se vê nas fotos.
Existem zonas onde o krill se concentra em grande número, e as raias-manta chegam sempre mais ou menos à mesma hora.
Descermos até ao fundo do mar e ficámos ali, de joelhos, à espera.
Não fazes nada; basta esperar.
E então eles aparecem.
E então eles aparecem.
Majestosas, enormes, elegantes, deslizando graciosamente por cima de ti como se estivessem a voar.
Eles abrem a boca, alimentam-se, passando tão perto que quase se consegue sentir o movimento da água.
E ali, debaixo de água, percebes algo muito simples:
O mundo é muito maior do que o teu dia-a-dia.
Que trabalhar, correr de um lado para o outro e resolver problemas urgentes não é tudo.
Que existem estruturas invisíveis, ritmos naturais e equilíbrios que não se conseguem ver de cima.
Nada disso é óbvio, a menos que se aprofunde o suficiente.
Nas empresas, isto significa:

Quando falo com diretores executivos e diretores financeiros, depois de vez em quando deparo-me com a mesma situação.
Eles acham que já conhecem os seus custos porque os analisam todos os meses.
E, sem dúvida, têm muita informação e conhecem bem os seus números.
Mas, por vezes, o tempo priva-nos da capacidade de analisar em profundidade.
Tal como no mergulho, não basta dar uma olhadela rápida aos custos.
Trata-se de observar, compreender as tendências, respeitar o momento certo e saber onde se posicionar.
Porque o que mais importa não é, normalmente, aquilo que mais se destaca, mas sim aquilo que sustenta o sistema sem que ninguém se aperceba.
E isso implica mergulhar mais do que uma vez.
O mesmo se passa com os custos.
Quando uma empresa entra em modo de crise, a primeira coisa que faz é:
Eles sabem:
Proporciona solidez.
Se começar hoje:
A otimização de custos não se resume a analisar os números globais; trata-se de aprofundar a análise para perceber o que realmente sustenta o sistema.
Olha com mais atenção.
Para além do que é visível.
Para além do imediato.
Porque, tal como nas Maldivas, o que tinha mais valor não estava no quarto nem na praia.
Estava lá em baixo, em silêncio, à espera que alguém se desse ao trabalho de olhar.
Se quiseres falar sobre como analisar mais a fundo a estrutura de custos da tua empresa para perceber o que se esconde por trás dela, basta entrares em contacto comigo.
Obrigado pela leitura.
Feliz dia.
